Capa de Uma História Infantil Para os Pais
Luno Peva

Uma História Infantil Para os Pais

O que você está escrevendo na alma do seu filho

Você está escrevendo um livro agora mesmo. Não com tinta. Com a sua vida. Com o tom da sua voz. Com a sua presença — ou com a sua ausência. O leitor está absorvendo tudo!

Já tenho conta

Sobre o livro

Todo pai escreve um livro na alma do seu filho. Não com palavras escolhidas — com a vida que vive diante dele. Com o tom de voz quando está cansado. Com as promessas que cumpre ou esquece. Com as brigas que acha que ninguém pequeno está ouvindo. Com a presença que oferece — ou com a ausência que justifica.

Uma História Infantil Para os Pais é o livro que revela esse manuscrito invisível.

A neurociência já comprovou o que a Bíblia afirma há milênios: entre o ventre e os sete anos, a criança absorve tudo sem filtro. Cada grito vira crença. Cada silêncio vira programa. Cada ferida não tratada dos pais vaza para os filhos como herança — não genética, mas emocional, comportamental, espiritual.

Ao longo de sete capítulos, Luno Peva — que há mais de trinta anos caminha ao lado de famílias dentro e fora do meio cristão — conduz o leitor por uma jornada que começa na ciência da formação cerebral infantil, atravessa os padrões intergeracionais que se repetem sem que ninguém perceba, expõe a epidemia silenciosa de pais que, por medo de repetir o sofrimento que viveram, criam filhos incapazes de lidar com a vida real, e chega ao diagnóstico de uma geração inteira que sabe operar qualquer aplicativo mas não sabe olhar nos olhos, dizer obrigado ou sustentar uma conversa.

O livro não poupa. Fala sobre pais que nunca pedem perdão. Sobre lares onde o exemplo contradiz o discurso. Sobre casamentos destruídos onde filhos viram arma. Sobre ausência disfarçada de provisão e chantagem emocional vestida de amor. Sobre o rancor que aprisiona gerações inteiras.

Mas também não condena sem oferecer caminho. Com fundamento em pesquisadores como Bowlby, Gabor Maté, Bruce Perry, Carol Dweck e Nassim Taleb — e com raízes firmes nas Escrituras — cada capítulo entrega exercícios práticos, reflexões guiadas e o modelo que Deus mesmo demonstra na forma como cria os seus: amor que não se retira, correção que não se omite, consequência que não se esconde, restauração que não se nega.

Uma História Infantil Para os Pais não é um manual de técnicas. É um espelho e um convite. Porque enquanto há vida, a história ainda está sendo escrita. E a caneta ainda está na sua mão.

Leia uma amostra

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O que este livro transforma

  • Pais que repetem no automático passam a agir com consciência.
  • Feridas herdadas que viajavam de geração em geração encontram um ponto final.
  • A culpa paralisante se converte em ação concreta de mudança.
  • O grito que era a única resposta dá lugar à correção firme com presença.
  • A ausência justificada por trabalho se revela pelo que realmente é — e perde força.
  • O medo de corrigir, que fabricava filhos frágeis, é substituído por disciplina que fortalece.
  • O silêncio entre pais e filhos se rompe com perguntas reais e escuta verdadeira.
  • A tela que substituía o convívio volta ao lugar de ferramenta — e sai do trono.
  • O ressentimento guardado contra os próprios pais é nomeado, enfrentado e solto.
  • O elogio vazio que enfraquecia dá espaço ao reconhecimento que constrói caráter.
  • A criança que era lida como incômodo passa a ser vista como manuscrito sagrado em formação.
  • O casamento que servia de campo de batalha diante dos filhos encontra razão para buscar paz.
  • O pai que nunca pediu perdão descobre que essa é a maior lição que pode dar.
  • A fé que era só discurso dominical se torna exemplo vivido dentro de casa.

Uma experiência de leitura completa

Leitura imersiva, sem distrações
Áudio por capítulo
Marcações e práticas
Acessível para todos

Sobre o autor · Luno Peva

Luno Peva

Natural de Curitiba (PR), é casado com Marise Silva há 35 anos. Autor de mais de uma dezena de livros, entre eles *Mente Ambivalente*, *Alicerces Inabaláveis* e *Uma História Infantil para os Pais*, dedica-se à leitura e à escrita desde a adolescência.

Movido pela paixão por compartilhar conhecimento e experiências transformadoras, direciona seu trabalho para inspirar reflexões profundas e promover mudanças reais na vida das pessoas, por meio de obras que unem desenvolvimento pessoal, valores humanos, crescimento emocional e fé.

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Uma experiência Goome
Prévia · Uma História Infantil Para os Pais

Introdução: A História que Ninguém Contou Para Você

Narração Goome
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Você está escrevendo um livro agora mesmo.

Não com tinta. Não com teclado. Não com palavras pensadas e revisadas antes de irem para o papel.

Você está escrevendo com o tom da sua voz quando chega cansado do trabalho. Com o silêncio que escolhe quando seu filho tenta te mostrar algo que para ele é o mundo inteiro, e para você é "só mais um desenho". Com a forma como trata seu cônjuge quando acha que ninguém pequeno está prestando atenção. Com as promessas que faz e não cumpre. Com os gritos que solta sem pensar. Com a ausência que justifica com "estou fazendo isso por vocês".

Esse livro que você escreve todos os dias não tem título na capa. Não vai para nenhuma estante. Mas vai ser lido — e relido, e memorizado, e vivido — por uma pessoa que ainda não tem defesas suficientes para questionar o que está absorvendo. Essa pessoa confia em você de forma absoluta. Depende de você para tudo. E vai carregar o que você escreveu nela por décadas, muitas vezes sem saber que aquilo não é dela — é seu.

Essa pessoa é seu filho.

E este livro que você segura agora existe por uma razão muito simples: porque a maioria dos pais não faz ideia do que está escrevendo.

Não por maldade. Não por negligência consciente. Mas por ignorância. Por repetição automática. Por nunca ter parado — de verdade, com coragem — para olhar o que foi escrito neles mesmos quando eram pequenos, e perceber que estão copiando o manuscrito, página por página, na vida dos próprios filhos.

Há trinta anos eu lido com pessoas. Dentro e fora do meio cristão. Nos bastidores da vida real, onde o verniz do domingo de manhã não funciona. E posso te dizer, com a autoridade tranquila de quem já ouviu centenas de histórias: quase todo adulto quebrado que eu encontrei foi uma criança que recebeu o livro errado dos próprios pais. Não o livro que eles queriam escrever. O livro que eles escreveram sem perceber.

A mãe que gritava por qualquer coisa não queria ensinar medo. Queria ordem. Mas o que ficou gravado na alma daquela criança não foi "mamãe quer ordem". Foi "eu sou motivo de irritação. Minha presença incomoda. Preciso ser invisível para ser aceito."

O pai que nunca elogiava não queria criar insegurança. Queria "preparar para o mundo". Mas o que ficou gravado não foi preparação. Foi "nada do que eu faço é suficiente. Aprovação é algo que não existe para mim."

A família que resolveu tudo com silêncio punitivo não queria ensinar abandono emocional. Queria "dar um tempo para pensar". Mas o que a criança aprendeu foi: "quando eu erro, o amor vai embora. Afeto é condicional. Se eu não for perfeito, fico sozinho."

E o mais trágico de tudo: esses pais, na imensa maioria dos casos, estavam reproduzindo, sem consciência alguma, exatamente o que foi feito com eles. A mãe que gritava aprendeu com uma mãe que gritava. O pai que não elogiava nunca ouviu um elogio na vida. A família do silêncio cresceu em casas onde o diálogo não existia.

O ciclo não se quebra sozinho. Nunca se quebrou. E não vai se quebrar na sua família por acaso, por boa intenção, por "eu não quero ser igual aos meus pais". Porque intenção, sem consciência e sem método, é apenas um desejo bonito que se dissolve na primeira pressão real da rotina.

Este livro é um espelho. Vai doer olhar em alguns momentos. Mas eu preciso ser honesto com você antes de você virar esta página: eu não escrevi este livro para te acusar. Escrevi para te acordar. Porque se você está lendo estas palavras, ainda há tempo. A história ainda está sendo escrita. E o autor — que é você — ainda pode mudar o enredo.

Mas precisa querer. Precisa olhar. Precisa ter a coragem de admitir: "Algumas coisas que estou fazendo não vão formar quem eu quero que meu filho se torne."

A Bíblia diz algo que a maioria dos pais cristãos cita de cor, mas poucos vivem com a profundidade que a frase exige: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6). Repare que não diz "mande o menino no caminho". Não diz "grite o caminho para o menino". Não diz "espere que a escola, a igreja ou a internet ensinem o caminho ao menino". Diz instrui. E instruir é um verbo que exige presença, consciência, repetição, exemplo — e sobretudo, um instrutor que primeiro percorreu o caminho que pretende ensinar.

Você não pode ensinar o que não vive. Não pode dar o que não tem. E não pode corrigir no seu filho o que se recusa a enxergar em si mesmo.

Está pronto para olhar?

Então vamos.


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