Capa de O Rei e a Máquina
Luno Peva

O Rei e a Máquina

O Mundo que Cristo encontrará quando voltar

A humanidade está construindo, pela primeira vez na história, uma infraestrutura capaz de conectar identidade, dinheiro, comércio e governo em escala planetária. Moedas digitais de…

Já tenho conta

Sobre o livro

Em um mundo onde a inteligência artificial já escreve código, diagnostica doenças e toma decisões financeiras em milissegundos, uma pergunta se tornou inevitável: e se a infraestrutura descrita no livro de Apocalipse estiver se tornando realidade?
O Rei e a Máquina não é um livro de sensacionalismo. É uma investigação séria e rigorosa sobre como as tecnologias emergentes — moedas digitais de banco central, identidade digital, inteligência artificial e sistemas de pagamento instantâneos — estão construindo, pela primeira vez na história, uma arquitetura capaz de conectar identidade, dinheiro, comércio e governo em escala planetária.

Luno Peva percorre esse caminho com o olhar de quem estuda a Bíblia há décadas e com a honestidade de quem sabe que a tecnologia não é, por si só, maligna. A partir da análise de textos como Daniel 2 e 7, 2 Tessalonicenses 2 e Apocalipse 13, o autor mostra como a profecia bíblica encontra na tecnologia atual uma plausibilidade técnica que nunca existiu antes.
Mas o livro vai além da análise técnica. Ele explora como a automação em massa pode transformar a economia global, como a vigilância algorítmica já opera em dezenas de países, como o conflito em torno de Israel e Jerusalém se conecta com o eixo profético, e como a figura descrita como o "governante final" pode emergir não como um vilão caricato, mas como a solução que o mundo desesperado estava esperando.

A pergunta que norteia toda a obra é tão simples quanto profunda: se o sistema parecer bom, eficiente e necessário — ainda assim reconhecerei a quem pertence minha lealdade?
O Rei e a Máquina é um guia para cristãos que desejam entender o que está acontecendo ao seu redor sem perder de vista o que realmente importa: permanecer fiel a Cristo em meio ao engano. Uma leitura indispensável para quem quer estar preparado — não com um kit de sobrevivência, mas com um coração pronto.

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O que este livro transforma

  • Despertar para o que está acontecendo agora
  • Separar tecnologia de profecia
  • Enxergar o engano antes que ele chegue
  • Deixar de ter medo e começar a se preparar
  • Entender que a preparação é espiritual, não técnica
  • Fazer a pergunta certa
  • Compreender que a Bíblia é surpreendentemente atual
  • Sair da passividade

Uma experiência de leitura completa

Leitura imersiva, sem distrações
Áudio por capítulo
Marcações e práticas
Acessível para todos

Sobre o autor · Luno Peva

Luno Peva

Natural de Curitiba (PR), é casado com Marise Silva há 35 anos. Autor de mais de uma dezena de livros, entre eles *Mente Ambivalente*, *Alicerces Inabaláveis* e *Uma História Infantil para os Pais*, dedica-se à leitura e à escrita desde a adolescência.

Movido pela paixão por compartilhar conhecimento e experiências transformadoras, direciona seu trabalho para inspirar reflexões profundas e promover mudanças reais na vida das pessoas, por meio de obras que unem desenvolvimento pessoal, valores humanos, crescimento emocional e fé.

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Capítulo 1 — A Infraestrutura que Está Sendo Construída

Eu me pergunto por que tantas pessoas inteligentes, dedicadas e espiritualmente sensíveis ignoram algo que está acontecendo bem diante dos seus olhos. Não estou falando de uma conspiração secreta ou de um grupo de vilões reunidos numa sala escura. Não é assim que o poder funciona. Não é assim que a história acontece.

Estou falando de algo muito mais sutil e, por isso mesmo, mais poderoso: uma infraestrutura está sendo construída. E a maioria das pessoas nem percebe.

Talvez você já tenha ouvido falar em moeda digital de banco central. Talvez já tenha lido algo sobre identidade digital, pagamentos instantâneos ou inteligência artificial aplicada ao comércio. Se ouviu, provavelmente pensou: “Isso não tem nada a ver comigo.” Ou, pior: "Isso é coisa de gente paranoica."

Eu costumava pensar assim também.

A verdade é que vivemos em um momento absolutamente singular na história da humanidade. E, se você é cristão e interessado em escatologia — ou seja, no

estudo das coisas finais —, precisa prestar atenção no que está acontecendo. Não porque eu queira assustá-lo. Mas porque, pela primeira vez em dois mil anos de história da Igreja, a infraestrutura descrita no livro de Apocalipse está se tornando tecnicamente concebível.

Perceba a diferença que acabo de fazer. Eu não disse "cumprimento profético". Disse "possibilidade tecnológica". São coisas completamente diferentes.

Cumprimento profético significa que a profecia está se realizando. Possibilidade tecnológica significa que a infraestrutura para que ela se realize está sendo construída. São coisas distintas. E confundir uma com a outra é o erro mais comum — e mais perigoso — que os cristãos cometem ao analisar o mundo ao seu redor.

Vou dar um exemplo para que você entenda a diferença.

Imagine uma estrada. A estrada existe. Ela liga duas cidades. Qualquer pessoa pode construir uma estrada. Não precisa de autorização divina para isso. Agora imagine que, sobre essa estrada, passará um carro. O carro ainda não existe. Mas a estrada está pronta.

A construção da estrada não prova que o carro passará. Mas significa que, quando o carro aparecer, a infraestrutura já existe.

É exatamente isso que está acontecendo agora. A humanidade está construindo uma estrada. Uma estrada digital. Uma estrada que conecta identidade, dinheiro, comércio, comunicação e inteligência artificial em uma única infraestrutura global.

O carro — o sistema final descrito em Apocalipse — ainda não passou. Mas a estrada? Ela está sendo pavimentada. E, pela primeira vez na história, ela pode suportar o peso de algo que antes era tecnicamente impossível.

Em 1990, seria extremamente difícil imaginar uma estrutura verdadeiramente global na qual bilhões de pessoas pudessem ter sua participação econômica condicionada por uma identificação digital centralizada. Não existia a infraestrutura. Não existia a conectividade. Não existia a capacidade de processamento.

Hoje? É concebível.

Daqui a quinze anos? Poderá ser trivial.

Essa é a mudança que precisamos entender. E é por isso que escrevo este livro.

O que são CBDCs e por que isso importa

CBDC é a sigla em inglês para "Moeda Digital de Banco Central" — Central Bank Digital Currency. Em português simples: é uma versão digital da moeda que você já usa.

Vou explicar de maneira ainda mais direta.

Hoje, quando você tem cem reais no bolso, eles existem como papel. Quando você tem cem reais na conta bancária, eles existem como um registro digital. Você não carrega cédulas o tempo todo. Na maioria das vezes, seu dinheiro é apenas um número numa tela. Uma informação no sistema do banco.

O Drex, no Brasil, é a evolução desse conceito. É uma representação digital do real, operada pelo Banco Central. Não é uma nova moeda. Não é uma criptomoeda. Não é algo maligno em si mesmo. É a versão digital do que você já usa.

O euro digital, na Europa, segue a mesma lógica. O Banco Central Europeu afirma que, se a legislação necessária for aprovada em 2026, uma primeira emissão poderá ocorrer em 2029. O projeto prevê pagamentos digitais e está desenvolvendo regras comuns para seu funcionamento.

Na China, o e-CNY já está em fase avançada de testes, com milhões de transações processadas. Na Índia, o RBI (Reserve Bank of India) desenvolve o e-Rupee. No Reino Unido, o Britcoin está em fase de planejamento.

Em outras palavras: o mundo inteiro está caminhando na mesma direção.

Agora, antes que seu programa mental grite: "É a marca da besta!", eu preciso fazer uma pausa.

Não é.

Não estou dizendo isso por ingenuidade. Estou dizendo porque o texto bíblico não autoriza essa identificação. E, como cristãos, precisamos ser rigorosos com o que a Bíblia diz e com o que ela não diz. Se começarmos a chamar qualquer coisa de "marca da besta", perdemos a credibilidade — e, pior, perdemos o foco do que realmente importa.

A marca da besta, em Apocalipse 13, não é apenas uma moeda. É uma condição para participar da economia. É uma identificação que está ligada à lealdade ao sistema e à adoração. É muito mais do que "um cartão digital" ou "uma moeda digital".

O Drex não é isso. O euro digital não é isso. Nenhum CBDC existente hoje é isso.

Mas existe algo mais importante acontecendo.

Quando a infraestrutura digital estiver completamente integrada — identidade, dinheiro, pagamentos, comércio, IA —, o que acontece quando alguém se recusa a participar?

É aí que a profecia começa a ficar interessante.

A infraestrutura invisível

Imagino que você já tenha usado o Pix. Semanalmente, talvez. Transferiu dinheiro para alguém, pagou uma conta, recebeu um pagamento. Foi rápido, prático e gratuito.

Agora me diga: você parou para pensar no que aconteceu por trás dessa transação?

Seu banco identificou quem você é — por meio do CPF ou de outro documento. Verificou se você tem saldo. Confirmou se a transação estava dentro das regras do Banco Central. Processou o pagamento em segundos. Registrou a operação. E tudo isso aconteceu com uma infraestrutura digital que conecta identidade, dinheiro e sistema de pagamentos.

Você não viu nada disso. Não precisou. A experiência foi fluida, intuitiva, invisível.

E é exatamente assim que grandes mudanças acontecem. Não com decretos nem com revoluções. Não com exércitos invadindo cidades. Com conveniência.

Ninguém precisou decretar: "A partir de hoje, todos devem usar smartphones." O mercado criou uma ferramenta tão conveniente que, progressivamente, ela se tornou infraestrutura. Você não consegue mais imaginar sua vida sem ela. Seu celular é sua carteira, seu escritório, sua TV, sua biblioteca, sua conexão com o mundo.

Lembra de como era antes? De ter que levar uma máquina fotográfica separada? De comprar CDs? De usar

um mapa de papel? De ligar para um táxi pelo telefone Fixo? Tudo isso parecia normal. Até que algo melhor apareceu. E aí, progressivamente, a vida antiga se tornou incomoda.

O smartphone não foi imposto. Foi adotado. Porque era melhor.

O mesmo processo pode ocorrer com identidade digital, agentes de IA, pagamentos instantâneos e serviços automatizados. Não por imposição. Por conveniência.

E é justamente por isso que isso é perigoso.

Não porque a tecnologia seja má em si. Mas porque uma sociedade que não consegue mais viver sem algo perde a capacidade de recusá-lo.

Pense nisso. Hoje, quantas horas por dia você passa no celular? Se o celular sumisse da sua vida, o que aconteceria? Você precisaria de um tempinho para se reacomodar. Algumas coisas ficariam mais difíceis. Algumas, impossíveis.

Agora imagine algo assim, mas para a economia inteira.

Se toda sua renda, benefícios, acesso a serviços e capacidade de transacionar dependerem de uma infraestrutura digital, sair do sistema será como tentar viver sem smartphone em 2026. Tecnicamente possível. Praticamente inviável.

E é aqui que precisamos parar de ser superficiais.

A quem pertence o poder?

Existe algo acontecendo hoje que deveria preocupar tanto governos quanto cidadãos. E não é o que você imagina.

Não é a IA. Não é o Pix. Não é o Drex. Não é a marca da besta.

É a concentração.

Veja o que aconteceu nas últimas duas décadas. Algumas poucas empresas tecnológicas se tornaram mais importantes que muitos países. O valor de mercado da Apple, por exemplo, é superior ao PIB de nações inteiras. A Microsoft, a Alphabet (Google), a Amazon, a Meta —

essas empresas controlam infraestrutura de comunicação, dados, pagamentos e, cada vez mais, inteligência artificial.

Agora pense nisto: quando governos precisam de IA para administrar, empresas precisam de governos para regular, cidadãos precisam de renda para sobreviver e a economia precisa de infraestrutura digital para funcionar — todos dependem de todos.

Isso cria uma oportunidade histórica para centralização.

Não estou dizendo que isso é necessariamente ruim. Centros de poder sempre existiram. O Egito antigo tinha o faraó. Roma tinha o imperador. A Europa medieval tinha o Papa e os reis. O poder sempre se concentrou. Essa é uma constante da história humana.

Mas existe uma diferença crucial entre o poder de antigamente e o de hoje.

O poder político tradicional dizia: "Você deve fazer isso porque eu tenho soldados." Era poder bruto. Era poder visível. Era poder que podia ser resistido — com revoluções, guerras, fugas.

O poder econômico moderno pode dizer: "Você pode fazer o que quiser, mas não poderá participar do sistema se não cumprir determinadas condições."

Percebe a diferença? É muito mais sutil. E potencialmente muito mais eficiente.

Ninguém precisa colocar um policial na sua porta. O próprio sistema faz a coerção. Sua carteira é bloqueada. Sua renda é suspensa. Seu acesso é desativado. E tudo isso acontece automaticamente, sem violência visível, sem confronto direto.

Isso não é ficção científica. É o que a infraestrutura atual já permite.

E é aqui que a Bíblia começa a ficar assustadoramente relevante.

Por que isso importa para a profecia

Apocalipse 13 descreve uma estrutura extraordinária. Não uma tecnologia. Uma estrutura de poder.

Há uma autoridade política. Uma segunda figura que promove a primeira. Exigência de adoração. Uma marca associada à identificação. Alcance sobre ricos e pobres, livres e escravos. E, o mais importante: impossibilidade de comprar ou vender sem essa identificação.

O ponto econômico é inequívoco. A participação no comércio fica condicionada à submissão ao sistema.

Não é apenas ter dinheiro. É poder usar o dinheiro.

Essa distinção é crucial.

Hoje, se você tem cem reais no bolso, pode ir a qualquer padaria e comprar um pão. O dono da padaria não precisa saber quem você é. Não precisa verificar sua identidade. Não precisa consultar um sistema. Você entrega o dinheiro, ele entrega o pão. Transação concluída.

Agora imagine uma economia na qual não existe dinheiro físico. Tudo é digital. E para fazer qualquer transação, você precisa de uma identificação verificada por um sistema centralizado.

Nesse cenário, o dono da padaria não precisa conhecer você. O sistema responde: AUTORIZADO ou NEGADO.

É uma diferença monumental.

A coerção deixa de ser necessariamente física. Pode ser administrativa e automática.

E é exatamente isso que Apocalipse 13 descreve. Não uma ditadura com soldados nas esquinas. Um sistema econômico que condiciona a participação à conformidade.

Agora observe a diferença entre possibilidade tecnológica e cumprimento profético.

Em 1990, seria extremamente difícil imaginar algo assim em escala global. Não existia a infraestrutura. Não existia a conectividade. Não existia a capacidade de processamento. Seria necessário um exército de burocratas para controlar cada transação de cada pessoa do planeta.

Hoje? É concebível. Um sistema de IA pode processar bilhões de transações em tempo real. Pode verificar identidade instantaneamente. Pode bloquear ou autorizar acesso com um clique.

Isso não prova que estamos no cumprimento final. Mas muda bastante a plausibilidade tecnológica do cenário.

E é aqui que precisamos parar de ser superficiais. Não basta dizer: "A IA é a besta." Ou: "O Drex é a marca." Isso seria fraco. Muito mais fraco do que o texto bíblico merece.

Muito mais sério seria dizer: a humanidade está desenvolvendo, pela primeira vez, uma infraestrutura capaz de conectar identidade, inteligência, dinheiro e acesso econômico em escala planetária. E o livro de Apocalipse descreve um sistema futuro no qual identidade, lealdade e participação econômica estarão profundamente conectadas.

Há identificação entre os dois? Ainda não. A Bíblia não diz que o Drex é a marca. Não diz que o CBDC é Apocalipse 13.

Mas a infraestrutura? Ela está sendo construída.

E é justamente essa a pergunta que devemos fazer: não "quem é a besta?", mas "que tipo de civilização poderia existir imediatamente antes da manifestação de Cristo, de modo que os elementos de Daniel, 2 Tessalonicenses e Apocalipse façam sentido juntos?"

Essa pergunta é muito mais séria. E muito mais honesta.

E é a que tentarei responder ao longo deste livro.

A lição de Daniel

Para entendermos o que está acontecendo, precisamos voltar alguns milênios.

No livro de Daniel, capítulo 2, o rei Nabucodonosor tem um sonho. Uma estátua enorme, com cabeça de ouro, peito e braços de prata, barriga e coxas de bronze, pernas de ferro e pés de barro misturado com ferro. Uma pedra, cortada sem mão de homem, atinge os pés e derruba a estátua inteira. A pedra cresce e enche toda a Terra.

Daniel interpreta o sonho. Cada parte da estátua representa um império. O ouro é Babilônia. A prata é a Média-Persa. O bronze é a Grécia. O ferro é Roma. Os pés de barro misturado com ferro representam um último estado de poder, fragmentado e instável.

A pedra é o Reino de Deus.

O que me impressiona nessa história não é a identificação dos impérios. É a lógica do poder.

A Bíblia não apresenta a história humana como um acidente. Ela apresenta como uma sequência de poderes que se sucedem, se sobrepõem e, finalmente, são destruídos pela intervenção direta de Deus.

E há algo extremamente relevante para nós: o quarto reino — o de ferro — é descrito como extraordinariamente forte. Destrói e esmaga. Mas seus pés e dedos são de barro. Fragilidade escondida dentro da força.

Não lhe parece uma descrição perfeita da nossa época?

Temos a tecnologia mais poderosa da história. Temos capacidade de destruir o planeta várias vezes. Temos infraestrutura para comunicar bilhões de pessoas instantaneamente. Mas nossos sistemas são frágeis. Uma falha de energia, um ataque cibernético, uma crise financeira — e tudo desmorona.

Força e fragilidade ao mesmo tempo. Ferro e barro.

E é justamente nesse contexto de fragilidade disfarçada de força que o sistema final pode emergir. Porque, quando a fragilidade se revela, a população clama

por estabilidade. E é aí que aparecem as soluções que, em condições normais, seriam rejeitadas.

Mas isso fica para os capítulos seguintes.

Esta é só uma amostra. A jornada completa te espera no Goome.

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